quinta-feira, 5 de junho de 2008



A Pistolet-pulemet Shpagin 41 (PPSh-41) (em Russo: Пистоле́т-пулемёт Шпагин 41) é uma variante da Pistolet-pulemet, concebida por Georgii Shpagin, sendo uma das pistola-metralhadoras mais produzidas em massa na Segunda Guerra Mundial. Utilizada pela União Soviética durante a guerra.
Esta variante veio substituír a
PPD, cujo fabrição era cara e demorosa. A PPSh-41 foi concebida para ser uma alternativa mais barata. O seu baixo custo baseava-se em não ter parafusos e todas as partes metálicas serem estampadas.
A PPSh não era somente melhor de ponto de vista de fabrição, a sua superioridade também se alargava a outras áreas. Tinha uma taxa fenomenal de tiro, por volta de 900 TPM (tiros por minuto), tal como uma reputação pela sua durabilidade e necessidade de pouca manutenção. Também se pensava que era mais certeira do que muitas armas de outros países, mais caras e complexas.
Cerca de 6 milhões de exemplares desta arma foram produzidos até ao fim da guerra. A sua reputação e disponibilidade fizeram com que divisões inteiras fossem equipadas com ela.
Os próprios
Alemães estavam bastante impressionados com a arma, e usavam-na sempre que a capturavam. Devido às dimensões semelhantes do cartucho, 7.62 x 25 mm e 9 mm, somente era necessário um bom adaptador de munições para converter a PPSh-41 para disparar munição de MP38/40. A Wehrmacht oficialmente adoptou a PPSh-41 convertida como a MP717(r).
A PPSh, sobreviveu à guerra, e quer a sua facilidade de construção quer a grande quantidade de unidades disponíveis serviram para apoiar muitos movimentos guerrilheiros apoiados pela URSS.
No entanto, a PPS, apresentava alguns problemas. Ela encravava bastante, especialmente na sua versão de tambor, e a sua alta cadência de tiro, e facilidade de disparo faziam com que rapidamente se gastassem as munições disponíveis, o que provocava inevitavelmente problemas logisticos aos movimentos guerrilheiros. Além disso, em
florestas densas, a sua relativa pouca potência tornava-a uma arma relativamente ineficiente.

Sturmgewehr 44


A Sturmgewehr 44 (StG44) foi a primeira arma explicitamente chamada de espingarda de assalto (Sturmgewehr). Entrou em serviço no Exército Alemão durante a Segunda Guerra Mundial. Inicialmente, a arma era classificada como pistola-metralhadora (machinenpistole), recebendo a denominação MP44. As suas versões anteriores receberam as denominações MP43/1, MP43 e MKb42(H).
Em
1946 Mikhail Kalashnikov examinou uma StG44 capturada e usou funcionalidades chave do design na produção da espingarda de assalto AK-47.


História


A Sturmgewehr 44 tem origem na MKb42(H) - Machinenkarabiner 42 (Haenel), arma classificada como carabina-metralhadora, desenvolvida pela Alemanha Nazi nas etapas iniciais da Segunda Guerra Mundial.
No início da guerra, o exército Alemão considerava a espingarda como apenas uma arma de "suporte", sendo a arma primária da
infantaria, a metralhadora. Num típico pelotão os soldados carregavam consideravelmente mais munições para a sua MG34 do que para as suas próprias espingardas. Contudo a metralhadora provou ser demasiado grande para ser operada durante a batalha, significando que os soldados precisavam de usar as suas espingardas enquanto avançavam. Enquanto isso, os defensores não tinham limitações no uso das suas metralhadoras devido a encontrarem-se em posições fixas.
Ao utilizar as suas tácticas
blitzkrieg (guerra relâmpago) de rápida ofensiva, o Exército Alemão viu-se sem armas eficazes para um avanço rápido e para responder às espingardas com maior cadência de tiro dos aliados. Por este motivo foi aumentado o uso de pistolas-metralhadoras como a MP28, a MP38 e a MP40, formando unidades conhecidas como tropas de assalto que podiam produzir um grande volume de fogo enquanto avançavam. Infelizmente o uso de munições de pistolas fazia com que as pistolas-metralhadoras tivessem um alcance demasiado curto, tornando as tropas de assalto apenas eficazes em zonas urbanas.
O problema voltou a se notar mais uma vez durante a invasão da
União Soviética. O Exército Vermelho tinha estado, anteriormente à invasão, a substituir as suas velhas espingardas de repetição por espingardas semi-automáticas mais sofisticadas. Números cada vez maiores de espingardas Tokarev SVT-38 e SVT-40 estavam a ser distribuídas às unidades do Exército Vermelho, quando a invasão teve início, embora estas armas mais avançadas estivessem restringidas a unidades de elites e a oficiais, devido à sua baixa produção inicial. Além das Tokarev SVT-38 e SVT-40, as forças soviéticas estavam equipadas com pistolas-metralhadoras ainda mais avançadas que as alemãs, dando-lhes uma superioridade em poder de fogo. Além disso nas forças soviéticas, as pistolas-metralhadoras eram distribuídas numa escala maior que nas forças alemãs, com algumas das suas companhias de infantaria terem a totalidade dos seus elementos armados com as poderosas PPSh-41.[1]
A experiência dos soviéticos com estes grandes volumes de armas automáticas obrigaram os comandantes alemães a reconsiderar as suas necessidades de armas. O Exército Alemão tinha já estado a tentar introduzir a sua própria arma semi-automática, sendo a mais notável a Gewehr 41, mas estas espingardas revelaram problemas no campo de batalha e a sua produção era insuficiente para as necessidades alemãs.
Os alemães também verificaram que a maioria dos combates de infantaria ocorriam a uma distância inferior a 500 metros. Porém para a realização desse projeto, os alemães viram que teriam que fabricar um novo cartucho de potência reduzida. O resultado foi a munição 7,92 x 33 mm Kurtz (curto). Esse cartucho permitiu a criação de uma arma leve, de recuo reduzido, que pudesse disparar em modo automático por longos períodos de tempo sem a necessidade de efetuar nenhuma troca de cano. Assim estava aberto o caminho para a criação do StG44.
O StG 44 foi fabricado inicialmente pela empresan Walther e depois pela Mauser. No começo do seu projeto,
Hitler foi contra a sua fabricação, porém os engenheiros alemães sabiam que tinham diante de si uma excelente arma, por isso desobedeceram ao Fuhrer e iniciaram sua produção com a sigla MP44 (MP era a sigla das pistolas-metralhadoras). Quando uma unidade de infantaria foi isolada na Frente Oriental, lhe foi lançado de pará-quedas um enorme suprimento de StG 44, e a unidade saiu abrindo caminho lutando até a frente principal. Isto carreou fama para a arma e logo se fizeram exigências para que ela fosse distribuída para todo exército. Perante isso, os projetistas tiveram que pedir novamente a autorização de Hitler para que a arma fosse produzida em massa. Desta vez, Hitler, com bastante entusiasmo concordou que a produção da arma fosse iniciada com prioridade absoluta em 1943, com a designação de MP43. A versão saída em 1944 recebeu a designação MP44. Segundo a lenda, Hitler ficou tão impressionado com a MP44 que a baptizou de "Sturmgewehr" (Espingarda de Assalto), sendo a mesma redesignada oficialmente de StG44.
Uma simples
companhia armada com StG44 tinha um poder de fogo devastador sobre o inimigo, por isso essa arma tornou-se muito temida pela infantaria aliada que a enfrentava. A StG 44 foi muito usado nas estágios finais da guerra e principalmente na ofensiva de inverno de Hitler no setor das Ardennas.

Pós-guerra


A StG 44 é geralmente aceite como sendo a primeira espingarda de assalto do mundo, e o seu efeito no desenho de armas de fogo no pós-guerra mostrou abrangente, tendo inclusive servido como base para a criação da AK-47 de Mikhail Kalashnikov e da M16 norte-americana.


bismarck



O Bismarck foi um couraçado alemão da classe Bismarck construído e operado durante a Segunda Guerra Mundial. Baptizado com este nome em homenagem a Otto von Bismarck, tornou-se famoso por ser o responsável pelo afundamento do cruzador-de-batalha e orgulho da Marinha Real Britânica, o HMS Hood, durante a batalha do Estreito da Dinamarca, em 1941, e pela subsequente perseguição que culminou na sua destruição, apenas três dias depois. Isso só foi possível após ter sido torpedeado no leme por aviões "Swordfish" lançados do porta-aviões Ark Royal, sendo este o primeiro ataque realizado por aviões lançados a partir de um navio. Apenas com o leme avariado, pôde ser alcançado pela esquadra inglesa e afundado após um terrível bombardeamento, tendo perdido mais de 2.000 homens. Em tal batalha, os ingleses alegam ter liquidado o navio alemão com seus torpedos, mas tal fato não é verídico, posto que expedições sub-aquáticas confirmaram que o casco interno está intacto. A verdadeira causa do afundamento foi porque os alemães, vendo os britânicos se aproximarem cada vez mais, com o navio indefeso após quase duas horas de batalha desigual, abriram buracos no casco, para impedir uma tentativa inglesa de tomar a belonave germânica. O couraçado alemão somente foi afundado devido ao grande número de aviões e navios que o cercaram. Além disso, com o leme avariado devido ao ataque de aeronaves Swordfish, o Bismark só conseguia navegar em círculos, sendo impossível escapar do cerco britânico, que atacou sem piedade o navio e sua tripulação.


História

Concepção artística atual do Bismarck .
A concepção deste
navio iniciou-se em 1934. A construção do segundo couraçado francês da classe Dunquerque obrigou a um redesenho do Bismarck, que alterou a tonelagem para 42 000 toneladas, embora oficialmente fosse apenas de 35 000 toneladas, segundo o Tratado Naval de Washington. Teria sido projetado para se tornar um explorador comercial, dotado de depósitos de combustível tão grandes quanto os dos navios de guerra fabricados para operar no Pacífico, embora também fosse capaz de fazer frente a navios inimigos.
Sua construção foi iniciada nos estaleiros da
Blohm & Voss em Hamburgo a 1 de Julho de 1936, foi lançado ao mar a 14 de Fevereiro de 1939. Após um treinamento rigoroso no Mar Báltico, partiu para o Atlântico em busca de navios mercantes e comboios aliados. Seria afundado em Maio de 1941 sob o comando do capitão de mar Ernst Lindemann. O Bismarck era considerado a jóia da marinha alemã, e sua prematura perda em combate, alterou totalmente a visão da marinha alemã sobre uso de couraçados. Os submarinos ganharam, então, destaque total na marinha alemã até o fim da guerra.

Características
Comprimento: 251 m (total) / 241,5 m (linha d’água)
Boca (largura): 36 m
Calado: 10,2 m
Deslocamento: 41.700 ton. (padrão) / 50.900 ton. (plena carga)
Propulsão: Turbinas a vapor, 3 eixos (138.000 shp)
Velocidade Máxima: 30,12 nós
Blindagem: 320-220mm (lateral), 50 + 80-120mm (convés), 360-180mm (torres) e 340-220mm (barbetas)
Armamento Principal: 8 canhões de 380mm/L45 (4 torres duplas)
Armamento Secundário: 12 canhões de 150mm/L55 (6 torres duplas)
Armamento Antiaéreo: 16 canhões de 105mm/L65 (8 torrres duplas),16 de 37mm/L83 (8 montagens duplas) e 18 simples de 20mm
Aviões: 4 hidroaviões arado Ar 196
Tripulação: 2.340